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Não atravesso a rua sozinho | Fabrício Carpinejar

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Fabrício Carpinejar é um cronista, poeta, jornalista e professor, é apresentador de TV (TV Gazeta e TVCOM) e colunista das revistas Isto É Gente e Pais & Filhos, do jornal popular Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha. Ele lançou diversos livros com a Bertrand (que lançou o recente Me ajude a chorar) e com a Edelbra lançou a coleção de crônicas Vida em Pedaços, que inclui este citado e Te pego na saída, que recontam a infância de Carpinejar na sua forma mais sincera e, como num mosaico, contam vários relatos e momentos dos seus tempos antigos, o que para mim foi uma surpresa extremamente agradável.

Devo confessar que os relatos sinceros, tocantes, divertidos e que nos faz volta no túnel do tempo, vivenciando esses inocentes momentos, foi uma experiência marcante. A narração no estilo mosaico nos faz sentir muitas emoções e lapsos de uma vez, Carpinejar nos chama em um banco da praça do interior e conta o mais prazeroso das conexões antigas: a inocência da infância.

O primeiro dos contos já traz esse sentimento nostálgico à tona, ao comentar das TVs em preto e branco, dos mercados, da dificuldade do telefone fixo, da bala 7 Belo, dos alimentos a granel, do rádio, das pré-históricas sestas. São os anos 70 e 80 novamente.

Não há uma crônica que não tenha gostado, todos são muito bons, e curti cada momento da nossa perdida inocência.

Como eu disse, esse livro faz parte da coleção Vida em Pedaços. Enquanto esse é o mais nostálgico e outro, remonta a melancolia da nossa infância, afinal, não existe passado sem bullying.

A Edelbra fez um excelente trabalho na edição juntamente com o ilustrador incrível Eloar Guazelli, com mosaicos, ilustrações da infância, de lugares que Carpinejar vivenciava. Excelente edição.

Vale a pena ler Carpinejar em algum momento de sua vida!

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O Jantar | Herman Koch

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KOCH, Herman; O Jantar. Editora Intrínseca, 2013. 256p

Traduzido por Alexandre Martins

“Quão longe você é capaz de proteger a sua família?”

Apresento a vocês um thriller psicológico muito bom de nome O Jantar de Herman Koch, um autor holandês, publicado pela editora intrínseca. Vamos lá.

O Jantar é um livro incomum, começando pela divisão de capítulos que representam as partes de um jantar mais requintado, Aperitivo, Entrada, Sobremesa e Digestivo. É um thriller que começa com dois casais, dois irmãos e suas respectivas mulheres. Paul e Claire; Serge e Babette. Eles precisavam colocar alguns pontos nos is. É sobre os filhos, são adolescentes. Dois irmãos, Beau e Rick, filhos de Serge e Babette e o filho de Paul e Claire que consequentemente é primo deles, o Michel. Ambos acometeram um crime que chocou Holanda inteiro nos dias interiores e á medida que o jantar se torna indigesto, mais o clima se torna, inquietavelmente tenso…

Esse livro me fez arrepiar. Admiro thrillers que tem o poder de te deixar tenso a cada capítulo que passa. Esse é um deles. Pra começar, o livro começa com a impressão de que Serge e Babette, são os inescrupulosos, pois, Serge é candidato à um cargo de primeiro-ministro, é simpático e ambicioso, Babette é a esposa-troféu, estilo Michelle Obama, encanta a cada passo dado e Paul, o narrador é de classe média alta, lecionou História e Claire, é a sua esposa inteligente e esperta. logo ficamos do lado dos protagonistas, mas não é assim que ocorre. Á medida que o livro vai recontando fatos do passado da família, você muda de opinião, bem no estilo Garota Exemplar. O final foi bem surpreendente, não imaginava mesmo aquilo, apesar de um jeito diferente, e logo no extremo fim, você fecha o livro arrepiado. Simples assim.

A narração, que é o do Paul, mesmo por ser primeira pessoa, reconta como se fosse terceira pessoa, é bem ágil e fluído, não há crueza, mas também não esconde nada, o começo, devo avisar, é bem entendiante e monótono assim como quase todos os jantares mais requintados são. Descrições e descrições de comida a la carte, elogios, exageros… Mesmo assim, se torna bem interessante.

É um excelente livro, me surpreendeu bastante, possui várias questões éticas e morais, é um thriller inteligente, tem várias mudanças de caráter, muitas reviravoltas e plot twists. Ótimo para fãs de thriller, como eu. Recomendo!

Avaliado em 5 estrelas.

  • Tradução: Alexandre Martins
  • Lançamento: 12-10-2013
  • Páginas: 256
  • Formato: 16 x 23cm
  • Gênero: Ficção
  • ISBN: 978-85-8057-418-0
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“Dançando no Escuro” (Dancer in the Dark), Lars Von Trier, 2000

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“Dançando no Escuro” (Dancer in the Dark), 2000 de Lars Von Trier; com Björk, Catherine Deneuve
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em Melhor Filme e Melhor Atriz (Björk)
141 min.

Um aviso: Não assistam esse filme quando estiverem triste, tendo uma depressão momentânea ou algo do tipo. Sério. Vocês passarão mal de tanto chorar, principalmente da metade do filme até o final (o mais chocante final que já vi). Aviso dado, vamos à minha opinião.

Vi esse filme de forma pretensiosa, primeiro filme do tão falado Lars Von Trier que vejo, sim, aquele que odeia a América, é um dos idealizadores do Dogma 95, disse que entendia Hitler na época da premiação do “Melancolia” e assim vai…

“Dançando no Escuro” conta a história de uma imigrante tcheca, Selma (Björk) que trabalha como operária, junto com o seu filho, vive num trailer de aluguel por meio de uma amiga que aluga no quintal da casa, por causa de uma doença hereditária (o filme não dá explicações à doença), ela tem medo que seu filho possa ter a doença também e logo economiza o dinheiro para a operação do seu filho. Sempre apaixonada pelos musicais hollywoodianos, ela mesma se mistura entre a realidade e fantasia, para afugentar os problemas, ela passa a “sonhar acordada” se imaginando como nos musicais… até que tudo muda quando é injustamente acusada de um crime que cometeu…

Primeira coisa que pode afugentar alguns espectadores, ele é um filme musical, mas não é um musical, logo tem cenas cantadas, mas sempre intercalando com cenas ‘reais’. A música está inserido na trama e é importante no desenvolvimento, mas novamente, não é musical.

Segundo, o elenco é tremendamente soberbo. Björk, uma novata em relação à Catherine Deneuve, simplesmente se transforma na imigrante tcheca, impressionante o nível de atuação, principalmente nas cenas pesadas do filme

Terceiro, o filme é bem realista em todos os aspectos, Lars von Trier se esforça a não ficar preso aos clichês e faz isso dignamente, talvez seja isso que é tão falado e criticamente premiado, apesar de suas opiniões polêmicas e anti-americano.

Quarto, recomendo para todos aqueles que gostam de um drama mais realista e foi o único drama realista que já vi em toda a minha vida como cinéfilo. E Lars Von Trier tem suas qualidades, né? Apesar da pessoa que é.

* Obs: O Dogma 95 é um movimento de vanguarda que contém um conjunto de regras rígidas, como filmagem com câmeras na mão, filmagens no local, sem efeitos especiais – a não ser assassinatos, momentos que correm o risco do ator -, não pode haver truques fotográficos, as filmagens deverão ser temporais, sem deslocamentos bruscos e assim vai; tem o objetivo de criar um cinema mais realista, sem os truques comerciais. Foi criado pelos cineastas dinamarqueses Lars von Trier e Thomas Vinterberg (Festa de Família, 1998) em 1995.

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Hoje Eu Quero Voltar Sozinho | Pôster oficial

Foi divulgado hoje o pôster oficial de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, baseado no curta “Eu Não Quero Voltar Sozinho”.

Recentemente o longa foi exibido no Festival de Berlim, foi aplaudido em pé!🙂

O filme completo e aberto ao público chegará nos circuitos brasileiros no dia 11 de abril.

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Hoje Eu Quero Voltar Sozinho | Pôster oficial

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