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Bromance: Baseado em fatos reais (F.P. Trotta)

Li no Kindle.

Até que ponto uma mentira deslavada se torna uma verdade iminente?

Bromance. Uma expressão inglesa que designa um relacionamento íntimo, não-sexual e romântico entre dois homens, pode se dizer como uma forma de uma intimidade homossocial. Pelo menos é o que parece ser.

Este livro se situa numa relação acordada entre dois amigos para que se explore uma ínfima liberdade, sem compromissos, bem colorido, bem arco-íris, bem quisto, que no começo tem se cumprido, mas somos inseridos numa explosão de sentimentos não ditos e que torna-se incontrolável, porém interessante e cruel.

Mas a verdade mais simples de todas é difícil de se expressar. E o autor, que tem uma escrita muito bem fluída e madura consegue nos digerir nas páginas o que a iminente verdade é capaz de se tornar na vida de todos ao redor.

Leitura indicada para mentes abertas.

Tem a sequência “Bromance: Consequências”, que explora desta vez, um lado mais autobiográfico e sincero de Trotta. Recomendo forte também!

Por enquanto, Só tem versão em ebook/Kindle. Sugiro fortemente que comprem para apoiar o mercado literário e independente no Brasil, ainda mais nos tempos de desmantelamento da cultura e falta de apoio à leitura.

Número de páginas: 53 páginas
Editora: independente.

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Não atravesso a rua sozinho | Fabrício Carpinejar

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Fabrício Carpinejar é um cronista, poeta, jornalista e professor, é apresentador de TV (TV Gazeta e TVCOM) e colunista das revistas Isto É Gente e Pais & Filhos, do jornal popular Zero Hora e comentarista da Rádio Gaúcha. Ele lançou diversos livros com a Bertrand (que lançou o recente Me ajude a chorar) e com a Edelbra lançou a coleção de crônicas Vida em Pedaços, que inclui este citado e Te pego na saída, que recontam a infância de Carpinejar na sua forma mais sincera e, como num mosaico, contam vários relatos e momentos dos seus tempos antigos, o que para mim foi uma surpresa extremamente agradável.

Devo confessar que os relatos sinceros, tocantes, divertidos e que nos faz volta no túnel do tempo, vivenciando esses inocentes momentos, foi uma experiência marcante. A narração no estilo mosaico nos faz sentir muitas emoções e lapsos de uma vez, Carpinejar nos chama em um banco da praça do interior e conta o mais prazeroso das conexões antigas: a inocência da infância.

O primeiro dos contos já traz esse sentimento nostálgico à tona, ao comentar das TVs em preto e branco, dos mercados, da dificuldade do telefone fixo, da bala 7 Belo, dos alimentos a granel, do rádio, das pré-históricas sestas. São os anos 70 e 80 novamente.

Não há uma crônica que não tenha gostado, todos são muito bons, e curti cada momento da nossa perdida inocência.

Como eu disse, esse livro faz parte da coleção Vida em Pedaços. Enquanto esse é o mais nostálgico e outro, remonta a melancolia da nossa infância, afinal, não existe passado sem bullying.

A Edelbra fez um excelente trabalho na edição juntamente com o ilustrador incrível Eloar Guazelli, com mosaicos, ilustrações da infância, de lugares que Carpinejar vivenciava. Excelente edição.

Vale a pena ler Carpinejar em algum momento de sua vida!

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O Jantar | Herman Koch

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KOCH, Herman; O Jantar. Editora Intrínseca, 2013. 256p

Traduzido por Alexandre Martins

“Quão longe você é capaz de proteger a sua família?”

Apresento a vocês um thriller psicológico muito bom de nome O Jantar de Herman Koch, um autor holandês, publicado pela editora intrínseca. Vamos lá.

O Jantar é um livro incomum, começando pela divisão de capítulos que representam as partes de um jantar mais requintado, Aperitivo, Entrada, Sobremesa e Digestivo. É um thriller que começa com dois casais, dois irmãos e suas respectivas mulheres. Paul e Claire; Serge e Babette. Eles precisavam colocar alguns pontos nos is. É sobre os filhos, são adolescentes. Dois irmãos, Beau e Rick, filhos de Serge e Babette e o filho de Paul e Claire que consequentemente é primo deles, o Michel. Ambos acometeram um crime que chocou Holanda inteiro nos dias interiores e á medida que o jantar se torna indigesto, mais o clima se torna, inquietavelmente tenso…

Esse livro me fez arrepiar. Admiro thrillers que tem o poder de te deixar tenso a cada capítulo que passa. Esse é um deles. Pra começar, o livro começa com a impressão de que Serge e Babette, são os inescrupulosos, pois, Serge é candidato à um cargo de primeiro-ministro, é simpático e ambicioso, Babette é a esposa-troféu, estilo Michelle Obama, encanta a cada passo dado e Paul, o narrador é de classe média alta, lecionou História e Claire, é a sua esposa inteligente e esperta. logo ficamos do lado dos protagonistas, mas não é assim que ocorre. Á medida que o livro vai recontando fatos do passado da família, você muda de opinião, bem no estilo Garota Exemplar. O final foi bem surpreendente, não imaginava mesmo aquilo, apesar de um jeito diferente, e logo no extremo fim, você fecha o livro arrepiado. Simples assim.

A narração, que é o do Paul, mesmo por ser primeira pessoa, reconta como se fosse terceira pessoa, é bem ágil e fluído, não há crueza, mas também não esconde nada, o começo, devo avisar, é bem entendiante e monótono assim como quase todos os jantares mais requintados são. Descrições e descrições de comida a la carte, elogios, exageros… Mesmo assim, se torna bem interessante.

É um excelente livro, me surpreendeu bastante, possui várias questões éticas e morais, é um thriller inteligente, tem várias mudanças de caráter, muitas reviravoltas e plot twists. Ótimo para fãs de thriller, como eu. Recomendo!

Avaliado em 5 estrelas.

  • Tradução: Alexandre Martins
  • Lançamento: 12-10-2013
  • Páginas: 256
  • Formato: 16 x 23cm
  • Gênero: Ficção
  • ISBN: 978-85-8057-418-0
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“Dançando no Escuro” (Dancer in the Dark), Lars Von Trier, 2000

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“Dançando no Escuro” (Dancer in the Dark), 2000 de Lars Von Trier; com Björk, Catherine Deneuve
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em Melhor Filme e Melhor Atriz (Björk)
141 min.

Um aviso: Não assistam esse filme quando estiverem triste, tendo uma depressão momentânea ou algo do tipo. Sério. Vocês passarão mal de tanto chorar, principalmente da metade do filme até o final (o mais chocante final que já vi). Aviso dado, vamos à minha opinião.

Vi esse filme de forma pretensiosa, primeiro filme do tão falado Lars Von Trier que vejo, sim, aquele que odeia a América, é um dos idealizadores do Dogma 95, disse que entendia Hitler na época da premiação do “Melancolia” e assim vai…

“Dançando no Escuro” conta a história de uma imigrante tcheca, Selma (Björk) que trabalha como operária, junto com o seu filho, vive num trailer de aluguel por meio de uma amiga que aluga no quintal da casa, por causa de uma doença hereditária (o filme não dá explicações à doença), ela tem medo que seu filho possa ter a doença também e logo economiza o dinheiro para a operação do seu filho. Sempre apaixonada pelos musicais hollywoodianos, ela mesma se mistura entre a realidade e fantasia, para afugentar os problemas, ela passa a “sonhar acordada” se imaginando como nos musicais… até que tudo muda quando é injustamente acusada de um crime que cometeu…

Primeira coisa que pode afugentar alguns espectadores, ele é um filme musical, mas não é um musical, logo tem cenas cantadas, mas sempre intercalando com cenas ‘reais’. A música está inserido na trama e é importante no desenvolvimento, mas novamente, não é musical.

Segundo, o elenco é tremendamente soberbo. Björk, uma novata em relação à Catherine Deneuve, simplesmente se transforma na imigrante tcheca, impressionante o nível de atuação, principalmente nas cenas pesadas do filme

Terceiro, o filme é bem realista em todos os aspectos, Lars von Trier se esforça a não ficar preso aos clichês e faz isso dignamente, talvez seja isso que é tão falado e criticamente premiado, apesar de suas opiniões polêmicas e anti-americano.

Quarto, recomendo para todos aqueles que gostam de um drama mais realista e foi o único drama realista que já vi em toda a minha vida como cinéfilo. E Lars Von Trier tem suas qualidades, né? Apesar da pessoa que é.

* Obs: O Dogma 95 é um movimento de vanguarda que contém um conjunto de regras rígidas, como filmagem com câmeras na mão, filmagens no local, sem efeitos especiais – a não ser assassinatos, momentos que correm o risco do ator -, não pode haver truques fotográficos, as filmagens deverão ser temporais, sem deslocamentos bruscos e assim vai; tem o objetivo de criar um cinema mais realista, sem os truques comerciais. Foi criado pelos cineastas dinamarqueses Lars von Trier e Thomas Vinterberg (Festa de Família, 1998) em 1995.

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Hoje Eu Quero Voltar Sozinho | Pôster oficial

Foi divulgado hoje o pôster oficial de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, baseado no curta “Eu Não Quero Voltar Sozinho”.

Recentemente o longa foi exibido no Festival de Berlim, foi aplaudido em pé! 🙂

O filme completo e aberto ao público chegará nos circuitos brasileiros no dia 11 de abril.

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Hoje Eu Quero Voltar Sozinho | Pôster oficial

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Philip Seymour Hoffman (1967 - 2014)

Hoje o cinema se despede de Philip Seymour Hoffman (e também da morte trágica do cineasta brasileiro Eduardo Coutinho).

Hoffman foi encontrado morto em seu apartamento em NY. De acordo com informações reveladas por dois policiais à agência de notícias Associated Press, o corpo de Hoffman foi encontrado por um amigo, que ligou para o serviço de emergência por volta das 11h15 locais (14h15 em Brasília). O ator ainda tinha uma seringa espetada no braço quando a polícia chegou, o que levanta suspeitas de overdose. Ainda segundo a agência, envelopes de plástico contendo uma substância que aparentava ser heroína também foram encontrados no local e enviados para testes em laboratório.

No passado, Hoffman reconheceu publicamente ter tido problemas com drogas após se formar na escola de artes dramáticas da Universidade de Nova York (NYU), mas que voltou a ser sóbrio após um período na reabilitação. “Foi tudo aquilo (drogas e álcool), sim. Tudo em que eu pudesse por minhas mãos… eu gostava de todas elas”, disse em entrevista em 2006 ao “60 Minute”. Segundo o site “TMZ”, o ator voltou a ser internado em maio passado em uma clínica de dependência por uso de heroína.

Phillip Seymour Hoffman deixa três filhos, todos frutos de seu longo relacionamento com a figurinista Mimi O’Donnell.

Hoffman venceu em 2005, um Oscar por sua atuação em “Capote”

+ Com informações do UOL Cinema.

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Philip Seymour Hoffman (1967 – 2014)

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