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“Assassinato no Expresso do Oriente” de Agatha Christie

Assassinato no Expresso do Oriente

Este é o segundo livro que li da Agatha Christie, o primeiro foi Morte no Nilo (assim que relê-lo eu faço resenha), e já é fato  considerarem a ela como a rainha do crime, é inegável que Agatha Christie consegue nos prender logo nos primeiros minutos de leitura, sua escrita extremamente ágil e simples prende o mais leigo dos leitores. Sua engenhosidade nas tramas é incomparável e surpreendente. E Assassinato no Expresso do Oriente também se encaixa no fator surpresa e é dos mais inesperados e inimagináveis.

O estilo de  Agatha pelo que pude perceber e que permeia nos outros livros da autora, que tem uma “série” de livros em que os protagonistas são detetives, tem vários livros protagonizados por Hercule Poirot, o mais famoso dos detetives de Agatha, – Miss Jane Marple, Tommy and Tuppence, Parker Pyne e Ariadne Oliver -, todos independentes entre si, em alguns livros é comum verificar alguns fatos “anteriores” nos livros, mas nada que atrapalhe, como sempre é na maioria dos livros policiais atuais. Este é um dos vários protagonizados por ele.

O enredo se inicia com Hercule Poirot chegando num hotel em Istambul e hospeda-se num hotel, chegando lá, depara com um telegrama de uma amigo dizendo para desmarcar todos os futuros compromissos e embarcar para o Expresso Oriente em direção à Londres. Foi instruído a adquirir uma passagem de primeira classe do expresso á noite do mesmo dia. Ao chegar lá, depara-se com Mr. Ratchett, um empresário que Poirot andava investigando no começo. Quando entra no carro-restaurante do Expresso, ele começa a observar os integrantes e passageiros – a melhor parte do livro são essas, as observações dos passageiros e passamos a criar algumas impressões e teorias – , e o presidente da Compagnie Internationale des Wagons-Lits M. Bouc, amigo de Poirot e que dá a ele um vagão no Expresso, comenta sobre o grande número de passageiros na época do ano. Quando todos os passageiros foram pra suas cabines, Poirot deita-se para dormir. No meio da noite acorda com o estrondo da cabine ao lado. É o de Ratchett. Ele abre a porta e vê o condutor discutindo com a Mrs. Hubbard alegando que havia um homem em sua cabine… Poirot chama o condutor e ele comenta que deve ser um pesadelo. Ao acordar de manhã, depara junto com os passageiros que há um passageiro a menos, o Mr. Ratchett, quando investiga o corpo e a cabine, percebe várias pistas falsas e passa a tomar como detetive para investigar o caso. Quem matou o Mr. Ratchett? A cabine estava fechada por dentro e a janela aberta? Seria uma pista falsa? Será que foi suicídio? Em meio ás investigações, Poirot percebe uma grande ligação com o caso americano do desaparecimento e morte de Daisy Armstrong. O que seria essa ligação?

A trama é bem chamativa para os fãs do suspense policial e muito bem reconstruída, a engenhosidade de Agatha, novamente afirmando, é surpreendente e isso é perceptivo no conjunto dos capítulos e partes do livro. É dividido em três partes:

1. Os fatos

Nele estão os fatos ocorridos desde a chegada do Poirot no hotel até o assassinato no Expresso Oriente.

2. Os depoimentos

Aí estão juntos os depoimentos de todos os suspeitos e envolvidos pelo assassino. No meio dos depoimentos, ocorrem alguns momentos que dão continuidade à trama.

3. As soluções

A parte final começa com o prosseguimento da investigação e o detetive belga dará as possíveis soluções no caso.

Essas parte não são didáticas, elas tem continuidade com a investigação e da trama. Achei diferente essa divisão de capítulos, e parece que perdura nos outros livros de Agatha.

Só tenho um ponto a falar. A edição de Nova Fronteira está meio forçada, a minha edição fez parte de um box de dois livros, que contém Cai o Pano e o Natal de Poirot, a diagramação tem alguns espaços desnecessários e o espaçamento que divide o texto principal com inscrições de títulos, placas e informações está mal dividida, chegando a ter, o texto – nenhum espaço – inscrição em caixa alta – espaçamento. Provavelmente, a minha edição é do começo dos anos 2000 e naquela época ainda não teve um certo cuidado como agora, além disso ainda é o papel branco, o offset.

Pra concluir, é um ótimo livro para os fãs de suspense policial ainda mais de quem conhece Agatha Christie, a trama é muito bem construída e o final é sensacional! Christie, como todos dizem, escreve como poucos e fica no mesmo patamar de Sidney Sheldon, dos escritores que nos fazem ficar viciados nos livros e não nos consegue parar de ler. Terminei esse livro em menos de 4 horas. Assassinato no Expresso do Oriente é encontrado nos boxs de Agatha Christie, que você encontra em média 20 reais. Encontrei o meu na Americanas, na loja física e com certeza terá no site online para quem não encontrar nas físicas.

Informações técnicas:

ISBN: 8520918042

Número de páginas: 223

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Um comentário sobre ““Assassinato no Expresso do Oriente” de Agatha Christie

  1. Eu gosto muito da Agatha Christie. Foi uma das minhas primeiras “literaturas adultas” que li, mas por incrível que pareça, O Expresso não está dentre os meus favoritos. Gosto dos “menos famosos”, rs Mas Titia Agatha é sempre Titia Agatha! Eu achei o filme bem legal, já viu?

    abraços!

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