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“Dançando no Escuro” (Dancer in the Dark), Lars Von Trier, 2000

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“Dançando no Escuro” (Dancer in the Dark), 2000 de Lars Von Trier; com Björk, Catherine Deneuve
Vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes em Melhor Filme e Melhor Atriz (Björk)
141 min.

Um aviso: Não assistam esse filme quando estiverem triste, tendo uma depressão momentânea ou algo do tipo. Sério. Vocês passarão mal de tanto chorar, principalmente da metade do filme até o final (o mais chocante final que já vi). Aviso dado, vamos à minha opinião.

Vi esse filme de forma pretensiosa, primeiro filme do tão falado Lars Von Trier que vejo, sim, aquele que odeia a América, é um dos idealizadores do Dogma 95, disse que entendia Hitler na época da premiação do “Melancolia” e assim vai…

“Dançando no Escuro” conta a história de uma imigrante tcheca, Selma (Björk) que trabalha como operária, junto com o seu filho, vive num trailer de aluguel por meio de uma amiga que aluga no quintal da casa, por causa de uma doença hereditária (o filme não dá explicações à doença), ela tem medo que seu filho possa ter a doença também e logo economiza o dinheiro para a operação do seu filho. Sempre apaixonada pelos musicais hollywoodianos, ela mesma se mistura entre a realidade e fantasia, para afugentar os problemas, ela passa a “sonhar acordada” se imaginando como nos musicais… até que tudo muda quando é injustamente acusada de um crime que cometeu…

Primeira coisa que pode afugentar alguns espectadores, ele é um filme musical, mas não é um musical, logo tem cenas cantadas, mas sempre intercalando com cenas ‘reais’. A música está inserido na trama e é importante no desenvolvimento, mas novamente, não é musical.

Segundo, o elenco é tremendamente soberbo. Björk, uma novata em relação à Catherine Deneuve, simplesmente se transforma na imigrante tcheca, impressionante o nível de atuação, principalmente nas cenas pesadas do filme

Terceiro, o filme é bem realista em todos os aspectos, Lars von Trier se esforça a não ficar preso aos clichês e faz isso dignamente, talvez seja isso que é tão falado e criticamente premiado, apesar de suas opiniões polêmicas e anti-americano.

Quarto, recomendo para todos aqueles que gostam de um drama mais realista e foi o único drama realista que já vi em toda a minha vida como cinéfilo. E Lars Von Trier tem suas qualidades, né? Apesar da pessoa que é.

* Obs: O Dogma 95 é um movimento de vanguarda que contém um conjunto de regras rígidas, como filmagem com câmeras na mão, filmagens no local, sem efeitos especiais – a não ser assassinatos, momentos que correm o risco do ator -, não pode haver truques fotográficos, as filmagens deverão ser temporais, sem deslocamentos bruscos e assim vai; tem o objetivo de criar um cinema mais realista, sem os truques comerciais. Foi criado pelos cineastas dinamarqueses Lars von Trier e Thomas Vinterberg (Festa de Família, 1998) em 1995.

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Hoje Eu Quero Voltar Sozinho | Pôster oficial

Foi divulgado hoje o pôster oficial de “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”, baseado no curta “Eu Não Quero Voltar Sozinho”.

Recentemente o longa foi exibido no Festival de Berlim, foi aplaudido em pé! 🙂

O filme completo e aberto ao público chegará nos circuitos brasileiros no dia 11 de abril.

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Hoje Eu Quero Voltar Sozinho | Pôster oficial

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“A Hospedeira” (The Host), 2013

Pré-PS: Essa é a primeira resenha de filmes que faço. Periodicamente, para aumentar mais o público do blog, postarei resenhas sobre filmes que assisti. Portanto, são as minhas impressões pessoais e não sou crítico profissionalmente falando quando comento as partes técnicas, são apenas observações minhas.

A Hospedeira (The Host), 2013
de Andrew Niccol
com Saoirse Ronan, Max Irons, Jake Abel, Diane Kruger, William Hurt

the-Host

Um bom filme, nem tão péssimo, nem tão excelente ou épico. O filme adapta do livro de mesmo nome numa época que Stephenie Meyer decidia escrever para um outro público que estava acostumada para “apagar a pressão do lançamento de Eclipse” e das altíssimas expectativas em torno do último livro do Crepúsculo.

Me surpreendi com a atuação da Saoirse Ronan, a Melanie/Wanda, que foi acima do esperado (pelo menos não tem a cara de sem expressão da Kristen Stewart), já o elenco masculino, como sempre, são dignos de galãs e possui atuações ótimas, esperado para o filme, destaque para Jake Abel que surgiu em várias adaptações literárias (como no “Percy Jackson e o Ladrão de Raios” como Luke, “Eu Sou o Número Quatro” como Mark James e estará em “Percy Jackson e o Mar de Monstros” em fase de pós-produção).

O começo, depois da captura da protagonista, começa bem parado e se desenvolve, porém de forma lentamente; algumas cenas surgem “do nada” e depois é rapidamente solucionado e utiliza muito da trilha sonora exaustivamente, apesar de serem boas pro meu gosto.

Detalhe: Não li o livro, por isso, não posso opinar sobre a adaptação do livro para o filme.

É um filme que segue a fórmula de querer os fãs do Crepúsculo e pode agradar o público que não gosta da Stephenie e companhia (Stephenie Meyer é produtora do filme).

Classificação: ☼ ☼ ☼ ½ (escala de zero a cinco)

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